As manifestações do câncer de esôfago

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As manifestações do câncer de esôfago

Normalmente o câncer de esôfago é diagnosticado em função dos sintomas. O problema é que este tipo de câncer costuma ser assintomático, só revelando os primeiros sinais em estágios avançados, quando o tratamento é mais difícil e as chances de cura são men

Normalmente o câncer de esôfago é diagnosticado em função dos sintomas. O problema é que este tipo de câncer costuma ser assintomático, só revelando os primeiros sinais em estágios avançados, quando o tratamento é mais difícil e as chances de cura são menores.

Entre os sintomas mais comuns, a dificuldade de deglutição é o principal deles. A também chamada disfagia é a constante sensação de que a comida está presa na garganta. Diante disso, a tendência é que a pessoa mude os hábitos alimentares e passe a comer pequenas porções, mastigando bastante antes de engolir. Ou até não mastigando nada, em casos mais graves, apenas ingerindo alimentos líquidos.

Dor no peito, mais para a região central e torácica, é outra queixa recorrente de quem sofre com os sintomas do câncer de esôfago. A sensação é de pressão ou queimação, como se fosse azia e raramente percebida como um sinal de tumor. A perda de peso em consequência da dieta forçada em alimentos mais leves e líquidos é o que normalmente chama a atenção. Diminuição do apetite e metabolismo aumentado também são característicos deste câncer.

Outros sinais presentes nessa condição podem se manifestar como rouquidão, tosse persistente, náuseas, soluços, má-digestão, dor óssea e hemorragia. Ainda assim, apresentar alguns desses sintomas não significa um diagnóstico, pelo contrário: há inúmeras outras condições clínicas que podem ter o mesmo quadro, por isso é uma doença tão confundida com outras. O importante é visitar o médico o mais rápido possível. Pessoas com condições relacionadas, especialmente refluxo, devem se submeter a check-ups regulares. Esses controles podem incluir endoscopias.

O câncer de esôfago apresenta 90% de chances de cura se tiver diagnóstico precoce, mas as últimas pesquisas voltadas para o tema no Brasil mostram que menos de 30% dos casos são detectados na fase inicial. Neste cenário, recomenda-se que o paciente não se automedique ao sentir dores no peito ou no estômago. Nosso corpo fala, precisamos dar mais atenção ao que ele diz.

Fonte: Medical Site

Júlio Sérgio Lara Resende

Cirurgia do Aparelho Digestivo

Cirurgião geral com ampla experiência em procedimentos de alta complexidade, atuando há mais de 20 anos em importantes instituições hospitalares de Belo Horizonte.

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